publicado em 8 de outubro de 2020

Com retomada lenta, varejo estima estabilidade em vendas na comparação com 2019

fonte: CDL Rondonópolis

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Rondonópolis (CDL) ouviu nesta semana parte de seus associados para saber quais as expectativas do setor varejista para o Dia das Crianças deste ano. Otimistas com o momento de retomada econômica, a maioria dos comerciantes aposta na estabilidade dos números e vendas aquecidas. A meta mínima é atingir o mesmo patamar de 2019.

 

Dadas as adversidades impostas aos empresários em 2020, manter-se estável no comparativo é considerado fator positivo neste momento. Com a melhora gradativa dos números da economia nacional e local ao longo dos últimos meses, há, ainda, quem já projete aumento nas vendas, seja com reforço no comércio digital ou pela constatação da oportunidade de bom desempenho na loja física.

 

Para isso, o comércio de Rondonópolis já iniciou sua preparação. “Em 2020, o Dia das Crianças será ainda mais especial. A criança tem o coração cheio de esperança e a nós, adultos e empresários, caberá trazer este sentimento como ingrediente nesta retomada econômica. As pessoas querem presentear e voltar à sua normalidade, ainda que com restrições. Por isso, acreditamos que o comércio local irá reagir positivamente”, projeta Tiago Martins, vice-presidente da CDL de Rondonópolis.

 

Para Martins, nos setores de calçados e confecções -tão abalados pela pandemia do novo coronavírus-, por exemplo, a expectativa de incremento no comparativo com 2019 pode chegar a 3%. “Estamos em um movimento de melhora, tivemos em setembro resultados que nos elevaram a um patamar bem próximo de 2019. Tenho certeza de que agora, outubro, teremos nossa virada no comércio como um todo. Os lojistas estão se preparando e este Dia das Crianças será o início de uma contagem regressiva rumo ao final do ano e saldo positivo nas vendas”, analisa.

 

Ainda para o vice-presidente da CDL, a possibilidade de volta às aulas pode impulsionar as vendas do setor. “Estamos com esta expectativa. A volta às aulas também tende a contribuir para Dia das Crianças deste ano, especialmente quando falamos de roupas e calçados, além, é claro, de materiais escolares. Muitos pais deverão se adiantar e aproveitar esta data para a preparação dos filhos ao retorno do ano letivo”, diz.

 

Nacional

 

Mesmo em meio a um cenário econômico desafiador, 72% dos consumidores devem ir às compras. É o que revela pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pela Offer Wise em todas as capitais. A expectativa é de que o varejo movimente aproximadamente R$ 10,87 bilhões em todo o Brasil.

 

O percentual daqueles que irão realizar compras na data não mostrou diferença significativa em comparação ao ano passado (73,3%).

 

Os produtos mais visados neste Dia das Crianças serão as roupas e calçados (38%), bonecos/bonecas (33%) e os jogos de tabuleiro/educativos (28%). A grande maioria dos consumidores que pretende realizar compras para a data optará pela primeira semana de outubro (45%), enquanto 21% o farão ainda em setembro e 14% irão às lojas na véspera do evento.

 

Os locais de compra mais citados pelos entrevistados são a internet/lojas virtuais (34%), o shopping-center (31%) e as lojas de rua/bairro (24%). Considerando aqueles que realizarão suas compras na internet, 79% vão utilizar sites, 54% os aplicativos e 20% o Whatsapp.

 

Na opinião dos entrevistados, os fatores que mais pesam na hora de escolher onde realizar as compras do Dia das Crianças são o preço (52%), as promoções e descontos (41%), a qualidade (31%) e os procedimentos de segurança com relação ao coronavírus (26%).

 

Quando se trata do processo de decisão de compra, os fatores mais levados em conta pelos consumidores entrevistados na hora de escolher os presentes são a qualidade (24%), o preço (18%), o desejo do presenteado (17%) e as promoções/descontos (17%).

 

Além da opinião dos adultos, a criança também costuma exercer papel crucial no momento de escolher os presentes. Tanto que, embora a maioria dos entrevistados afirme escolher os presentes sozinhos ou com ajuda de outro adulto (44%), quatro em cada dez (38%) decidem conjuntamente com a criança, e 16% deixam a escolha unicamente para a criança.

 

Nove em cada dez entrevistados acreditam que a publicidade infantil influencia a pedir presentes (89%). Ainda sobre possíveis fatores de interferência na escolha dos presentes, 84% mencionam a influência de outras crianças, sendo que 45% pensam ser pequena e 39% pensam ser grande.

 

Por fim, quatro em cada dez admitem que há pressão da criança para adquirir o presente que ela quer (39%), sendo que 16% não cedem e 23% acabam comprando o item. Por outro lado, 60% garantem que não há essa pressão. Considerando o momento da compra, 35% dizem que foram ou irão acompanhados da criança.

 

A coleta dos dados foi feita entre os dias 01 a 08 de setembro de 2020.